Governador apresentou ações para inclusão, participação popular, regularização fundiária e segurança e voltou a questionar adversários sobre propostas concretas para o Estado
O governador e candidato à reeleição Rafael Fonteles (PT) voltou a cobrar, durante o debate realizado nesta segunda-feira (21), respostas objetivas e propostas concretas dos adversários para os principais problemas do Piauí. Ao longo do confronto, Rafael apresentou medidas previstas para um eventual novo mandato e contrapôs os questionamentos aos adversários com ações já desenvolvidas ou planejadas pelo Governo do Estado.

A postura marcou a participação do governador no debate da TV Antena 10, que reuniu Rafael Fonteles, Elizeu Aguiar (Novo), Gisvaldo Oliveira (PSOL), Joel Rodrigues (PP) e Lúcia Santos (PSDB).
Na área de inclusão, Rafael questionou Elizeu Aguiar sobre as políticas destinadas às pessoas com deficiência e aos neurodivergentes. O governador citou a expansão do Centro Especializado no Atendimento às Pessoas com Transtorno do Espectro Autista (Cetea) e a descentralização dos serviços para os territórios de saúde.
Segundo Rafael, o planejamento para o próximo ciclo prevê a ampliação do Cetea em Teresina e nas macrorregiões, além da implantação de centros de reabilitação dos tipos 2, 3 e 4 em diferentes regiões do Estado.
“Nosso governo tem investido muito, na verdade desde o governo Wellington Dias, que botou isso como pauta de Estado e não de governo, no fortalecimento da rede descentralizada de atendimento às pessoas com deficiência e das pessoas neurodivergentes”, afirmou.
Participação popular e regularização fundiária
Rafael também apresentou propostas relacionadas à participação popular e à regularização fundiária. Ao abordar o programa Casa Legal, destacou casos de moradores que receberam registros de seus imóveis após décadas de espera, em uma ação realizada em parceria com o Tribunal de Justiça do Piauí.
Para o próximo período, o governador citou a meta de regularizar 200 mil propriedades.
Outro programa destacado foi o Orçamento Participativo (OPA), mecanismo pelo qual a população escolhe obras e projetos que devem receber investimentos públicos. Entre as metas apresentadas para o próximo ciclo estão a execução de 100% das obras escolhidas pela população e a criação de painéis públicos para permitir o acompanhamento dos investimentos.
A proposta de governo de Rafael também mantém a participação social como um dos eixos da gestão, com espaço para que a população apresente sugestões e contribua para a construção das políticas públicas.
Segurança pública
Na segurança, Rafael apresentou números da atual gestão e destacou a redução de indicadores de criminalidade mencionados durante o debate. Segundo os dados apresentados pelo governador, os homicídios tiveram queda superior a 40%, os roubos de celulares recuaram mais de 70% e os roubos de veículos mais de 50%. Nos feminicídios, Rafael afirmou que a redução registrada neste ano, na comparação com o mesmo período de 2025, supera 50%.
O governador também abordou o sistema prisional e as políticas de ressocialização. Segundo ele, o déficit de vagas foi reduzido pela metade, mesmo diante do crescimento da população carcerária. Para um eventual segundo mandato, a meta apresentada é zerar o déficit e ampliar a oferta de educação e trabalho em todas as unidades prisionais.
Rafael afirmou ainda que mais de 70% das unidades já oferecem atividades educacionais ou de trabalho e citou o posicionamento do Piauí entre os estados com maior participação de presos em atividades educacionais.
Cobrança por propostas
Ao longo do debate, Rafael voltou diversas vezes ao mesmo ponto: a necessidade de os candidatos apresentarem medidas concretas para os problemas do Estado. O governador afirmou que parte dos adversários estaria concentrando suas intervenções em críticas e ataques, sem detalhar suficientemente o que pretende executar caso seja eleito.
A cobrança ocorre em um debate que, conforme as regras divulgadas pela TV Antena 10, tinha justamente entre seus objetivos permitir que os candidatos apresentassem propostas e discutissem temas como saúde, educação, segurança, infraestrutura, emprego e desenvolvimento econômico.
Com isso, Rafael procurou colocar no centro de sua participação não apenas o balanço da atual gestão, mas também o planejamento para o próximo ciclo, apresentando metas para inclusão, participação popular, regularização fundiária e segurança e cobrando dos adversários o mesmo nível de detalhamento sobre seus programas de governo.
A estratégia reforçou uma linha que o candidato já vinha adotando em debates anteriores: apresentar ações e metas de governo enquanto questiona os concorrentes sobre quais medidas concretas pretendem implementar no Piauí.